O que leva o consumidor às lojas de moda?

O que leva os consumidores às lojas? O que eles vão comprar? Em tempos de crise, o que mudou no comportamento destes consumidores? A resposta para essas e outras perguntas está no Estudo de Comportamento de Compra do Consumidor de Vestuário, lançado recentemente pelo IEMI – Inteligência de Mercado.

Além de mapear os números do setor, em um comparativo com 2014, o estudo também destacou outros fatores comportamentais. Por exemplo, até 2014, o fator de atração de consumidores mais importante era o bom atendimento (para 50% dos entrevistados da época).
Em 2017, porém, o atendimento perdeu relevância para “oferta de preços baixos”. Ou seja: os preços atraem 34% dos consumidores participantes da pesquisa – mesmo neste período de retomada econômica.

Outros fatores de atratividade que cresceram muito nos últimos anos foram maior exigência por “qualidade e design dos produtos”, “ter sempre novidades”, “ter localização conveniente” e “ter roupa para toda a família”.
De acordo com o IEMI, estes são justamente os pontos de maior atenção das lojas de departamento, canal de venda preferido por 34% dos consumidores, em sua última compra, contra 24% observado em 2014.

O poder da marca

Outro poder de atração de consumidores continua sendo a marca. Segundo comunicado à imprensa do IEMI, “mesmo com as dificuldades atuais do mercado, a importância das marcas na decisão de compra não foi reduzida nem um milímetro sequer, com 52% dos consumidores afirmando que a marca foi decisiva na escolha do produto adquirido, na última compra”.

Segundo o Instituto, o índice continua o mesmo de 2014.“É chegado o momento de repensarmos as nossas estratégias para colocarmos as nossas marcas à frente na retomada do consumo, mesmo porque ela será lenta e não será para todos”, alerta Marcelo Prado, diretor do IEMI.

Nada de básico, inovação é tudo

Além dos preços, o consumidor também busca outras qualidades na hora da compra. “Dentre os artigos escolhidos pelos consumidores em sua última compra observou-se um aumento na procura por produtos com apelo mais jovem, despojado, diferente, sexy ou romântico; enquanto que os produtos básicos, clássicos, sérios e tradicionais perderam atratividade e ficaram mofando nas prateleiras”, analisa o diretor do IEMI.

Segundo ele, este dado reforça a tese de que “na crise, o que vende é o novo”, ou inovador, que encante o consumidor e o estimule a consumir, mesmo ele estando preocupado com o “bolso”. Além disso, aumentou o interesse nos produtos que possam “durar mais estações” ou que “estejam na mídia e sendo usados pelos amigos”.

Fonte: Portal NOVAREJO

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